Objetivo do Encontro
O Encontro Estadual de Assistência Social ocorre em Curitiba com um foco importante: discutir diretrizes que visam melhorar a inclusão de pessoas com deficiência no Sistema Único de Assistência Social (Suas). Este evento reúne stakeholders como representantes de Apaes, gestores e conselheiros, proporcionando um ambiente propício para o intercâmbio de ideias e práticas que reforçam a proteção social e a garantia de direitos para esse grupo.
Participantes do Evento
A participação no evento é ampla. Estão presentes representantes de 30 municípios do Paraná, abrangendo diversas instituições ligadas à Assistência Social. O espaço é ocupado por:
- Representantes da Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais do Estado do Paraná (Feapaes-PR);
- Servidores da Fundação de Ação Social (FAS);
- Conselheiros do Conselho Municipal de Assistência Social de Curitiba (CMAS);
- Integrantes de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que atuam no apoio a pessoas com deficiência.
Diretrizes Nacionais para Inclusão
Durante o encontro, duas resoluções do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) são discutidas. A Resolução CNAS nº 231/2026 é especialmente relevante, pois estabelece diretrizes claras para a habilitação, reabilitação e inclusão das pessoas com deficiência no Suas. Essa norma destaca a importância de:

- Promover a autonomia;
- Fomentar a participação social;
- Eliminar barreiras que dificultem o acesso aos direitos.
A segunda resolução, a CNAS/MDS nº 182/2025, determina critérios para serviços e programas de assessoramento, defesa e garantia de direitos, contribuindo para uma solução mais qualificada na atuação das entidades que trabalham nesse campo.
Importância da Proteção Social
A proteção social para pessoas com deficiência é uma questão urgente e necessária. O encontro permite que todos os participantes compartilhem experiências e desafios em relação à implementação das resoluções. A coordenadora de Assistência Social da Feapaes-PR, Camila Pereira Vaz Santos, enfatiza que a integração entre as entidades e o poder público é fundamental para transformar as diretrizes em ações efetivas.
Resultados Esperados
As expectativas para o evento são altas. Espera-se que:
- Os participantes adquiram um entendimento mais profundo das resoluções do CNAS;
- Se promovam redes de colaboração entre as diferentes entidades;
- A inclusão social das pessoas com deficiência seja ampliada por meio da implementação das diretrizes discutidas.
Desafios da Inclusão
A inclusão das pessoas com deficiência enfrenta diversos desafios, como a falta de informação, recursos limitados nas ações de assistência e a resistência cultural à mudança. Os participantes do encontro têm a oportunidade de discutir estas dificuldades, procurando soluções que possam ser aplicadas localmente.
Integração entre Gestores e Entidades
A interação entre os gestores públicos e as entidades que atuam na área é vital. O fortalecimento desta relação é um dos objetivos do encontro, porque apenas uma colaboração efetiva pode assegurar que as políticas públicas sejam implementadas de maneira que elas realmente atendam às necessidades da população alvo.
Testemunhos de Participantes
Bruna Williana da Silva, representante do Instituto Pebrass e da Associação Casa Autista, ressalta a importância de encontros como este. Ela afirma que os conhecimentos técnicos compartilhados ajudam na aplicação das leis e diretrizes de forma mais eficaz dentro das instituições. “Estamos diante de temas que impactam diretamente o nosso trabalho. É essencial que tenhamos acesso a estas informações,” declara Bruna.
Perspectivas Futuras
De acordo com os especialistas presentes, o futuro da inclusão social das pessoas com deficiência depende do compromisso contínuo de todos os envolvidos na assistência social. É necessário dar seguimento às discussões e assegurar que as políticas sejam revisadas e adaptadas conforme as necessidades emergentes da sociedade.
Como Contribuir para a Inclusão
Cada participante do evento é um agente potencial de mudança. É importante que, ao retornar a suas respectivas instituições, compartilhem o conhecimento adquirido e busquem formas de implementar as diretrizes discutidas. Além disso, a colaboração entre diferentes órgãos e a busca constante pela formação de parcerias são fundamentais para a construção de uma rede de proteção robusta.


