Grito dos Excluídos e Excluídas vai ocupar as ruas de Curitiba no 7 de setembro

MOBILIZAÇÃO POPULAR EM CURITIBA

No dia 7 de setembro, Curitiba será palco da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, um evento que visa dar voz a movimentos sociais, sindicatos e diversas organizações do campo progressista. O ato terá início às 14h30 na Praça Tiradentes, o marco central da capital paranaense, e seguirá pelas principais ruas do centro da cidade.

PAUTAS CENTRAIS DO 32º GRITO

As temáticas que guiarão o Grito deste ano incluem o direito à terra, à moradia digna, a luta contra a violência de gênero e a promoção da paz e soberania nacional. Desde 1995, o Grito procura ser um espaço de visibilidade para as demandas de grupos marginalizados e vulneráveis, buscando trazer a discussão para o centro da sociedade.

HISTÓRIA DO GRITO DOS EXCLUÍDOS

O Grito dos Excluídos surgiu em 7 de setembro de 1995, estendendo-se rapidamente para 170 localidades diferentes. Este movimento é resultado do esforço das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e decorre da 2ª Semana Social Brasileira, unindo a luta por direitos com propostas de soluções populares aos desafios contemporâneos. É uma mobilização que integra diferentes setores da população, incluindo grupos de mulheres, jovens, comunidades tradicionais e trabalhadores.

Grito dos Excluídos

DIREITO À MORADIA: UMA URGÊNCIA

Dados recentes do Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam uma realidade alarmante: o Paraná possui 541 mil imóveis desocupados, o que representa 11% de todas as residências do estado. Em Curitiba, são cerca de 103 mil lares vazios, enquanto o déficit habitacional atinge 90 mil famílias que precisam urgentemente de moradia adequada. A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) divulgou que, em 2026, a cidade enfrentou uma emergência habitacional, com mais de 4,5 mil pessoas vivendo em situação de rua, em contraste com apenas 1,7 mil vagas na rede de acolhimento.

VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO PARANÁ

No primeiro semestre de 2026, o Paraná registrou 55 casos de feminicídio, uma marca alarmante que mereceu a atenção de instituições e movimentos sociais pelo estado. Em comparação, foram contabilizados 87 casos em 2025. O governo do Paraná uniu-se ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios em 4 de agosto de 2026, após pressões significativas de movimentos organizados e da sociedade civil. Esses grupos esperam que as políticas pactuadas sejam de fato aplicadas, garantindo a proteção às vítimas e o fortalecimento das redes de apoio e atendimento.



O EFEITO DA MARGINALIZAÇÃO

A marginalização social e econômica afeta diretamente a capacidade de acesso a infraestrutura básica, serviços públicos e oportunidades de trabalho. A luta pela moradia não se resume a ter um teto, mas envolve o direito à cidade, tocando aspectos como acesso ao transporte, emprego, serviços públicos e cultura. As ocupações irregulares e os conflitos sobre a propriedade da terra exacerbam esses problemas, criando um ciclo vicioso onde as comunidades se sentem cada vez mais isoladas.

A RELEVÂNCIA DA MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Movimentar-se é essencial para combater as injustiças e reivindicar os direitos das populações marginalizadas. O Grito dos Excluídos não é apenas um evento, mas uma plataforma onde diferentes vozes se unem para protestar contra a opressão e buscar soluções coletivas para os problemas enfrentados por muitos. A participação da comunidade é crucial nesse processo, pois fomenta a solidariedade e a coesão social.

APOIO ÀS COMUNIDADES VULNERÁVEIS

É essencial que os movimentos sociais, ONGs e o governo trabalhem juntos para criar políticas efetivas que atendam às necessidades das comunidades vulneráveis. A promoção de programas de habitação, formação profissional, e ações voltadas ao empoderamento feminino são passos importantes nesse caminho. O Grito dos Excluídos e Excluídas serve como um lembrete da necessidade de inclusão e justiça social.

FUTURO DO GRITO DOS EXCLUÍDOS

O futuro do Grito dos Excluídos dependerá da continuidade do engajamento e da participação ativa da sociedade nas lutas sociais. À medida que a mobilização se adapta aos novos desafios, é fundamental que novas vozes sejam ouvidas e que as lideranças sejam constantemente renovadas. O Grito simboliza a resiliência e a esperança de muitos que buscam um futuro mais justo.

COMO PARTICIPAR DO EVENTO

Todos estão convidados a participar do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, que acontecerá em Curitiba no dia 7 de setembro. Para aqueles que desejam se envolver e contribuir com a mobilização, é importante se unir aos grupos organizadores, divulgar as informações nas redes sociais e comparecer ao ato em massa, fortalecendo assim a luta por direitos e justiça social.



Deixe um comentário